As origens do Jiu-Jitsu brasileiro vieram do Japão mais ou menos no começo do século XX. O Jiu-Jitsu existia há séculos no Japão. Sua origem não é muito clara. A Índia é muitas vezes considerada como a fonte original do Jiu-Jitsu. Em algumas das antigas escrituras japonesas estão citadas fatos que ligam esta origem de luta corpo a corpo aos monges budistas da Índia. Os monges budistas de características físicas franzinas eram alvo de ataques em suas peregrinações, observando os animais na natureza, vendo principalmente como o mais fraco se defendia do mais forte desenvolveram forças de alavanca e técnicas de auto defesa baseada em chaves de articulações, estrangulamentos, projeções (quedas) e técnicas de ataques a pontos vitais. O JIU-JITSU significa ARTE-SUAVE.
Com o passar dos séculos suas técnicas foram aprimoradas até a história das artes marciais conhecer a originalidade e genialidade do Mestre JIGORO KANO ( 1860-l938). Mestre KANO foi um grande conhecedor de vários estilos de jiu-jitsu e com isso encontrou vários problemas que deviam ser resolvidos. Alguns sociológicos. O jiu-jitsu naquela época perdia popularidade, havia perigo de a arte morrer completamente, se não cuidassem para que as técnicas fossem preservadas. A grande inovação de Kano foi o modo de ensinar estas técnicas e treinar seus alunos, o randori foi o método de treinamento, no qual houve a prática de remover os elementos perigosos da arte marcial para que os alunos pudessem aproveitar melhor o treinamento com um adversário que realmente oferece-se resistência às técnicas ministradas em suas aulas. Na década de 1880 Kano abriu sua escola a Kodokan e chamou sua arte marcial de JUDÔ (caminho suave).
Um dos melhores alunos de Kano foi MITSUYO MAEDA (1878-1941). Originalmente ele havia treinado com o jiu-jitsu clássico, mas passou para a kodokan aos 18 anos de idade, onde foi famoso por sua notável eficiência. Mestre Kano querendo divulgar sua arte marcial para o mundo enviou vários de seus alunos para os Estados Unidos, entre estes alunos foram para a costa oeste americana Mestre Tomita e Maeda, inicialmente as coisas não foram bem na América e Tomita e Maeda seguiram rumos diferentes. Maeda seguiu então ensinando o jiu-jitsu e o judô, mas não ensinava mais o jiu-jitsu clássico o qual aprendera no Japão e sim um jiu-jitsu refinado.
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Desafiou vários lutadores de diferentes estilos de luta vencendo a todos, sendo considerado em matéria recente da revista gracie magazine como o último samurai.
Homem de porte mediano, com apenas 1,64m e 68kg, Maeda não era o que se podia chamar de atleta intimidador. Adorava beber saquê, cantar e não se fazia de rogado quando desafiado no meio de uma rua para uma briga. Não demorava a derrubar e nocautear o petulante que cruzava seu caminho. Estima-se que Maeda tenha feito quase duas mil lutas, enfrentando wrestlers, pugilistas e praticantes de outras lutas, sem perder um único combate. Na década de 1920 Conde Koma como foi chamado na Espanha conheceu um homem com grande influência política chamado Gastão Gracie. A amizade entre os dois cresceu e certo dia Gastão pediu a Maeda que ensina-se jiu-jitsu ao seu filho Carlos.
Carlos Gracie (1902-1994), foi aluno de Maeda por quase cinco anos. Durante esse tempo, Maeda ensinou ao patriarca do jiu-jitsu brasileiro os princípios fundamentais da arte, como utilizar a força do oponente como arma para a vitória, bem como técnicas eficientes para vencer qualquer oponente em lutas de vale tudo.
Seu método de luta principal era usar pisões e cotoveladas para se aproximar do adversário, antes de levá-lo para o chão.
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Mestre Carlos Gracie |
Anos depois em 1925, Carlos Gracie abriu sua própria academia de jiu-jitsu. Para os seus alunos, passou ensinamentos e métodos desenvolvidos por ele próprio através dos anos.
Hélio Gracie seu irmão mais novo desenvolveu novas técnicas a ponto de serem reconhecidas como perfeitas. Porém, no inicio Hélio tinha restrições médicas que o impediam de praticar esportes devido ao seu físico fraco. Ele não suportava atividades físicas muito intensas e desmaiava quando tentava fazê-las. Por outro lado assistia a todas as aulas do irmão Carlos e desejava muito fazer aquilo. Um dia seu irmão se atrasou e Hélio se transformou dali em diante em ´´professor``, pois só de olhar sabia todo o programa de aulas com extrema perfeição. Hélio deu continuidade à arte que aprendera com seu irmão, e alem de desbravar o árduo caminho para provar a superioridade do jiu-jitsu perante aos outros estilos de luta, realizou combates de vale-tudo por todo o pais. Hélio e Carlos treinaram seus familiares para que o jiu-jitsu jamais ficasse sem representantes.
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Mestre Hélio Gracie |
O jiu-jitsu brasileiro nascera forte então, através da família Gracie, tornou-se ainda mais conhecido na década de 1990 com os eventos de vale-tudo realizados nos Estados Unidos e Japão. Estes eventos levaram o nome da família Gracie a grande ascensão e respeito no cenário mundial, projetando os nomes dos irmãos Royce e Rickyson Gracie como os lutadores mais temidos do mundo, sendo eles os respectivos campeões dos torneios de vale tudo realizados nestes paises.
Carlos Gracie Junior presidente da C.B.J.J. (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu) está à frente da poderosa equipe da Gracie-Barra, aonde trabalha e difunde com muita garra o jiu-jitsu Gracie com todo o esplendor de suas técnicas aprimorada através das décadas por seu pai, tio e familia.
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Mestre Carlos Gracie Jr. |
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